quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O dia da Restauração da Independência, 1 de dezembro!

"As armas e os barões assinalados,
que da ocidental Praia Lusitana,
por mares nunca de antes navegados,
passaram ainda além da Taprobana,
em perigos e guerras esforçados,
mais do que prometia a força humana,
e entre gente remota edificaram
novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
daqueles Reis, que foram dilatando
a Fé, o Império, e as terras viciosas
de África e de Ásia andaram devastando;
e aqueles, que por obras valerosas
se vão da lei da morte libertando;
cantando espalharei por toda a parte,
se a tanto me ajudar o engenho e a arte."
(Os Lusíadas, Luis de Camões, Canto I)


O dia da Restauração da Independência, 1 de dezembro, é um feriado nacional.
Neste dia celebra-se a revolta iniciada em 1640 contra a ocupação de Portugal por Espanha, pela dinastia filipina... este foi, sem dúvida, um dos grandes feitos que Camões enaltece em "Os Lusíadas".  
Naquele tempo a ideia de recuperar a independência ganhava cada vez mais terreno e a ela iam aderindo todos os grupos sociais do Povo aos nobres passando pelo clero e pelos burgueses.
(Nota: A partir de 2013, como parte de medidas que visavam aumentar a produtividade, o governo português decidiu eliminar o feriado de 1 de dezembro. Felizmente, a comemoração da Restauração da Independência Portuguesa foi retomada como um feriado em 2016.)

Conhece um pouco da história:

Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião. Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa.
Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo com ele como novo rei.
Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono.
Nesta altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola.
Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como “Domínio Filipino”. Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.
Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).
Também havia defensores do rei espanhol em Portugal. Mas o povo não gostava disso porque o País não era
governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil.
Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder.
No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira.
Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português.
(Fonte: informação disponibilizada pela Texto Editora)

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